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Sustentabilidade

Criação

A criação é uma etapa fundamental para o acompanhamento das práticas de bem-estar animal. Cada cadeia de proteína é atendida de acordo com as melhores práticas globais, em linha com suas peculiaridades.

É importante ressaltar que, práticas como clonagem e engenharia genética não são adotadas na cadeia de fornecimento da JBS. Além disso, a Companhia não utiliza nenhum tipo de hormônio de crescimento, conforme legislação brasileira.

Bovinos



A JBS conta com aproximadamente 90 mil fornecedores de gado no Brasil. Dessa forma, a Companhia tem seu fornecimento integralmente proveniente de fazendas terceiras. Do total do gado adquirido pela JBS, aproximadamente 25% passa a maior parte da sua vida vivendo em pastagens, até próximo de 2,5 a 3 anos de idade, sendo, na sequência, mantidos em confinamento em torno de 90 a 120 dias. Os outros 75% dos animais adquiridos passam toda a sua vida criados em pastos. Dessa parcela de animais que passam por algum confinamento, uma pequena parte é proveniente dos confinamentos da JBS, nos quais é desenvolvido pela Diretoria da Qualidade em parceria com a Diretoria de Originação, um trabalho de fomento e promoção do bem-estar animal, por meio de treinamento periódico da equipe de manejo, melhoria contínua das instalações e implementação de ações corretivas, quando necessário. Além disso, em todas as unidades de confinamento, está em fase de implantação um sistema de câmeras de monitoramento nos currais de manejo, para que os trabalhos realizados nesse local possam ser monitorados à distância.

A JBS incentiva a adoção das melhores práticas em seus fornecedores. Para isso, realiza treinamentos e distribuição de materiais técnicos de alta qualidade, como os Manuais de Boas Prática de Manejo do Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Grupo Etco) cujos lançamentos e relançamentos foram patrocinados pela JBS. Esses manuais são fruto do trabalho direcionado a bem-estar animal da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FCAV-Unesp).


Iniciada em 2016, a disseminação massiva das boas práticas têm como objetivo reforçar aos fornecedores de gado a importância do manejo correto dos animais, evitando sofrimento, contusões e outros prejuízos à cadeia produtiva. O projeto continua e abrangerá um número cada vez maior de fazendas.


A Seara conta com mais de 9 mil produtores de frango, peru e suíno no Brasil, divididos entre granjas próprias e de produtores integrados.

Nas granjas próprias da JBS, assim como nas integradas, os animais são alimentados exclusivamente com rações formuladas pela própria empresa. A mistura, que inclui milho, soja e outros grãos, não utiliza nenhum tipo de hormônio de crescimento, conforme determina a legislação brasileira. A Companhia também fornece todos os insumos ao produtor, como pintinhos, vitaminas, cloro, desinfetantes e, quando necessário e prescrito pelo médico veterinário da JBS, medicamentos.


Os produtores recebem assistência e treinamentos constantes, além de serem periodicamente visitados pela equipe técnica da Companhia, que conta com mais de 400 profissionais de campo, para verificar se a prática adotada está de acordo com os princípios exigidos pela JBS, assim como para orientar os produtores sobre as melhores práticas.

Por meio das Orientações Técnicas (OTs), a Seara define os critérios a serem adotados pelos produtores. Além das OTs e check-lists, outras fichas de controles são utilizadas, de forma que os indicadores de bem-estar animal possam ser acompanhados e controlados sistematicamente.

Indicadores como densidade de alojamento, percentual de calosidades na pata das aves, percentual de viabilidade inicial e final, níveis nutricionais, disponibilidade de ração apropriada, controle de qualidade e disponibilidade da água, atendimento às cinco liberdades fundamentais e controle de ambiente (temperatura, umidade, ventilação, iluminação e qualidade da “cama”), estão na lista de fatores controlados pelos produtores, de forma a garantir o bem-estar dos animais durante a produção.

Aves



Na criação de aves, a densidade em granja respeita um limite máximo, conforme as melhores práticas do mercado, de forma que todas os animais possuam espaço para se movimentar livremente e ter acesso ao substrato (também conhecido como cama do aviário), o que permite que manifestem o seu comportamento natural. Um período de escuro, de no mínimo quatro horas sem interrupções, também é adotado em todas as granjas, para propiciar descanso apropriado.


O processo de debicagem não é realizado em granjas de corte. Nas granjas de produção, o procedimento apenas em machos, evitando que a fêmea seja machucada durante a cópula. Essa prática é exercida no mercado e está em linha com as melhores práticas globais de bem-estar animal.

Em relação ao uso de antibióticos, a JBS tem diminuído gradativamente a quantidade empregada em sua produção, não sendo utilizado de forma preventiva, e a Companhia tem o compromisso de continuar avançando na redução do medicamento nos próximos anos.

A plataforma Hoje tem Frango, criada pela Seara, contém diversas informações em relação à produção de frango, que pode contribuir no entendimento de como o bem-estar animal e as práticas de produção da empresa são realizadas.



Suínos



Na criação de suínos, a densidade em granja também respeita um limite máximo, conforme as melhores práticas do mercado, de forma que os animais tenham espaço para se movimentar livremente e expressar seu comportamento natural.

O corte de dentes não é uma prática empregada em granjas produtoras de leitões da Seara. Adaptações no manejo permitiram o abandono dessa prática. O corte de cauda ainda é utilizado com o objetivo de evitar problemas nos suínos adultos, uma vez que a manutenção do rabo intacto pode facilitar o canibalismo entre os animais. Esse procedimento é reconhecido internacionalmente como a melhor prática para garantir a produção dentro dos padrões modernos de Bem-estar Animal.


Em relação à castração cirúrgica, a prática também não está no fluxo dos processos de produção de leitões da JBS. Atualmente, a Companhia opta pela castração imunológica, promovendo maior conforto e menor estresse aos animais.