O médico Corporativo da JBS, Dr. Fábio Santos, esclareceu as dúvidas que podem surgir nesse período de combate ao Coronavírus. [...]

fundo parallax

Comunicação

Entrevista com Dr. Fábio Santos

Médico do Corporativo da JBS ressalta que precisamos reforçar a prevenção, mas não há motivo para pânico

O médico Corporativo da JBS, Dr. Fábio Santos, esclareceu as dúvidas que podem surgir nesse período de combate ao Coronavírus.

Confira:

1 – Estamos ouvindo notícias o tempo todo sobre o COVID-19, há motivo para pânico sobre a doença?

Não há motivo para pânico. Já enfrentamos outras situações graves de infecções respiratórias, como em 2003, 2009 e 2012. É claro que esta se trata de uma doença grave e merece toda a atenção dos médicos e dos governantes. Neste momento, o que podemos fazer é aumentar nossos cuidados no dia a dia. A grande maioria das pessoas, ao se contaminar, terá formas leves da doença. O cuidado deve ser redobrado, no entanto, com os idosos e com aqueles que têm doença crônica. Para estes, as complicações podem ser mais severas.

No entanto, em 31/12/2019, foi identificado um novo Coronavírus, que é responsável pela atual epidemia, causando a COVID19

A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva ou contato pessoal. Razão pela qual é importante manter a distância mínima de 1 metro de pessoa para pessoa.

2 – Como saber se estou com o vírus e quais os sintomas?

Atualmente, para o diagnóstico é importante avaliar o histórico epidemiológico, isto é, casos suspeitos e confirmados na região em que vive ou trabalha, contato com outras pessoas doentes pela COVID19 ou viagens, mesmo que nacionais.

Os sintomas são semelhantes a uma gripe: febre (temperatura acima de 37,8º), dor no corpo, dor de garganta, tosse, coriza, falta de ar, dificuldade para respirar.

3 – O que é preciso fazer caso identifique os sintomas e após o diagnóstico?

Primeiramente, a maioria dos casos não precisam de internação hospitalar e são tratados em casa. Em caso da presença dos sintomas, o ideal é que se afaste do trabalho, permaneça em casa, em repouso e, se tiver histórico epidemiológico compatível, fazer o isolamento domiciliar. Se houver piora dos sintomas, como agravamento da falta de ar ou dificuldade para respirar ou febre que não cede após 48 horas, buscar auxílio médico.

4 – Como os nossos colaboradores devem se comportar nas nossas Unidades de Negócio?

Neste momento, o mais importante é a prevenção. Medidas como lavar as mãos com água e sabonete, higienizar com álcool gel 70%, evitar todo tipo de contato pessoal (beijos, abraços e apertos de mão), não compartilhar objetos pessoais, incluindo canetas e celulares e, também, cobrir o rosto em caso de espirros e tosse.

5-  Como ficam as viagens a trabalho e também pessoais?

As viagens a trabalho estão suspensas e, em caso de estrita necessidade, precisam ser autorizadas pelos Presidentes de Negócio. Orientamos que, se possível, adiem as viagens pessoais, neste momento de incerteza. Algumas agências e companhias aéreas já estão oferecendo reembolsos e orientações aos passageiros.

6 – O que é a quarentena e quem deve fazê-la?

Quarentena é quando a pessoa deve permanecer em domicilio, por 14 dias no caso do COVID19, com restrição de movimentação quando for diagnosticada com o vírus ou de maneira preventiva, evitando que outras pessoas próximas adoeçam. Nesta situação, é importante sair de casa somente para consulta médica ou compras essenciais em farmácias ou supermercados. Não deve frequentar shopping, restaurantes ou outros locais públicos. Se já estiver doente, ao sair de casa, é fundamental que utilize máscara.

O Dr. Fábio e a equipe de Saúde e Segurança da JBS prepararam orientações especiais para os ambulatórios de todas as Unidades da JBS no Brasil. Caso tenha alguma dúvida, procure o ambulatório ou o RH da sua Unidade.

7 – De forma geral, há motivo para pânico sobre a doença?

Não há motivo para pânico. Já enfrentamos outras situações graves de infecções respiratórias, como em 2003, 2009 e 2012. É claro que esta se trata de uma doença grave e merece toda a atenção dos médicos e dos governantes. Neste momento, o que podemos fazer é aumentar nossos cuidados no dia a dia. A grande maioria das pessoas, ao se contaminar, terão formas leves da doença. O cuidado deve ser redobrado, no entanto, com os idosos e com aqueles que tem doença crônica. Para estes, as complicações podem ser mais severas.

Preparamos um especial com perguntas e respostas, clique aqui e confira