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Comunicação

USP lança novo teste de detecção rápida da Covid-19 pela saliva e inicia coleta na cidade de São Paulo

Teste RT-Lamp, desenvolvido pelo Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências da USP, com apoio da JBS e Fapesp, está disponível na capital paulista

A partir desta terça-feira (01/12), começará a ser oferecido o novo teste molecular rápido Covid-19-Genoma para detecção do coronavírus pela saliva, desenvolvido pelo CEGH-CEL – Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências da USP, em parceria com o Instituto de Quimica da USP. Capaz de identificar casos de Covid-19 em até 24 horas, nessa fase inicial, estará disponível somente na capital paulista e apenas para 50 pessoas por dia. O projeto de pesquisa contou com o apoio da JBS e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp).

O sistema prevê a autocoleta pelo paciente e permite, de forma indolor e não invasiva, o recolhimento da saliva em um tubo de ensaio. Com isso, diminui-se o risco de contágio já que não será mais necessária a atuação de um profissional de saúde para a retirada de amostras de nasofaringe. Além disso, o uso da saliva dispensa o uso de swabs para a testagem. Trata-se de uma alternativa ao RT-PCR, teste que hoje é referência mundial na detecção de casos ativos do novo coronavírus.

São duas opções de coleta: a pessoa poderá ir até ao CEGH-CEL (Rua R. do Matão, 106 – Butantã) ou solicitar a entrega do kit para autocoleta na residência ou endereço de preferência. Os valores são R$ 90,00 para a coleta na USP e R$ 150,00 para quem optar pela alternativa remota; sendo que nesse caso, o portador aguardará o paciente finalizar sua coleta para retornar o material ao laboratório.

O agendamento deverá ser feito no site http://www.genomacovid19.ib.usp.br/. As opções de pagamento são cartão de crédito e boleto. A previsão é de que o resultado fique disponível em até 24 horas, após a entrada da amostra no laboratório.

Composto por tubo de ensaio e alcool em gel, o kit estará embalado em um saco plástico e acondicionado em uma caixa. A pessoa que fará o teste em casa deve cuspir dentro do tubo de ensaio e lacrá-lo na sequência. Em seguida, deve-se higienizar o tubo com o alcool em gel, colocá-lo no plástico e embalá-lo novamente dentro da caixa, fechando o kit.

Para Maria Rita Passos-Bueno, pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências da USP, o teste simplifica o método de coleta e análise. “Conseguimos reduzir consideravelmente os custos finais do teste. Com isso, amplia-se o benefício para a população que poderá contar com uma opção mais acessível, segura e rápida de testagem”, explica.

Hoje, a equipe do projeto é formada por cinco profissionais que ficarão responsáveis exclusivamente pela coleta e análise laboratorial, além da administração dos agendamentos. O grupo agora busca mais investimentos com o objetivo de oferecer o teste em localidades com pouca infraestrutura para coleta e análise, por meio da inclusão dos laboratórios de referência das universidades, e assim ampliar a capacidade de testagem no País.

 

JBS destinou R$ 50 milhões para a ciência no Brasil

Por meio do seu programa de doações, Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade, a JBS empenhou R$ 50 milhões para 38 estudos e pesquisas científicas, dentro do programa de R$ 400 milhões em doações que a Companhia destinou ao enfrentamento do novo coronavírus no Brasil. Todos os projetos apoiados são ligados a universidades, como USP, Unesp, UFMG, UFMS, UFPE, UFPI e UFPel; institutos de pesquisa renomados, como Fiocruz; entidades de saúde, como Hospital das Clínicas de São Paulo e Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, além de projetos selecionados em chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para Fernando Meller, diretor Gente e Gestão da Seara e gestor do Fazer o Bem Faz Bem, investir em ciência é um dos melhores caminhos para salvar vidas, e assim deixar um legado permanente para o Brasil. “O avanço científico é, sem dúvida, uma das mais relevantes conquistas que poderemos deixar para as futuras gerações”, complementa.

O programa “Fazer o Bem Faz Bem”, além dos R$ 50 milhões destinados ao apoio da área científica, direcionou R$ 330 milhões para a saúde pública do país e outros R$ 20 milhões para apoiar projetos sociais, totalizando R$ 400 milhões em doações para enfrentamento da pandemia no Brasil. A estimativa é de que 77 milhões de pessoas foram beneficiadas com as ações realizadas pela companhia em mais de 290 municípios, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Saiba mais: jbs.com.br/fazerobemfazbem.