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Comunicação

Friboi e Liga do Araguaia desenvolvem projeto que valoriza a pecuária do Médio Vale do Araguaia (MT) como modelo de sustentabilidade para toda a cadeia

Região já conta com um grupo de pecuaristas organizados e inovadores, referência no país por sua produção sustentável  

Promover uma cadeia de fornecimento cada vez mais sustentável, que concilie produção e preservação nas fazendas, e alinhada com seu compromisso para 2025 de rastrear 100% de sua matéria-prima. Esse é objetivo da JBS ao apoiar, por meio da Friboi, o projeto Rebanho Araguaia, em parceria com a Liga do Araguaia. Destaque em reportagem publicada no mês de janeiro pela revista VEJA, o projeto promove o desenvolvimento da pecuária sustentável na região do Médio Vale do Araguaia, localizada no estado de Mato Grosso, como acontece na Fazenda Orvalho das Flores, de propriedade de Carmen Perez (foto).

Focado em práticas de intensificação sustentável na pecuária de corte, principalmente a partir da recuperação de pastagens degradadas e aumento da produtividade das fazendas, o projeto também apoia a adoção de modelos de integração lavoura-pecuária (ILP), regularização ambiental das propriedades, atividades com estímulo à redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GHG) e a conservação e restauração de áreas florestais, como APPs e Reservas Legais. Além disso, o movimento liderado pela Liga do Araguaia visa estimular o uso de mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que valorizem os ativos ambientais da região, por meio da regulamentação de instrumentos de compensação financeira dos ativos florestais e de biodiversidade.

“O projeto do Rebanho Araguaia demonstra na prática que é possível ter uma pecuária com produtividade e que contribui para preservação ambiental, além de nos ajudar a desenvolver novos modelos de rastreabilidade e de relacionamento com nossos fornecedores”, explica Márcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS. “Todos esses objetivos estão alinhados com a estratégia da JBS de rastrear toda sua cadeia de fornecimento de gado até 2025, incluindo os fornecedores dos nossos fornecedores, assim como apoiar a implementação do Código Florestal Brasileiro”, completa.

A equipe técnica da Liga faz seleção e organização dos pecuaristas, enquanto a Friboi subsidia a contratação de consultorias especializadas em gestão da propriedade para promover a intensificação das pastagens, garantindo maior produtividade das propriedades, o que reduz a necessidade de abertura de novas áreas, contribuindo para a preservação da vegetação e biodiversidade local. Com isso, os pecuaristas passam a ter melhores condições para investir, aumentam seus indicadores de produtividade, melhoram a qualidade de seus animais e, principalmente, colaboram com a sustentabilidade da produção.

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), o Inttegra – Instituto de Métricas Agropecuárias e a Ímpar – Consultoria no Agronegócio são parceiros estratégicos do projeto. As consultorias realizam uma imersão nas fazendas para levantar dados e indicadores de produção, sustentabilidade e métricas gerenciais, que são usados para facilitar inovações no setor, promover melhorias nos planos de ação e na gestão dessas fazendas, além de criar sinergia de processos entre os pecuaristas da Liga do Araguaia.

A parceria da Friboi com a Liga do Araguaia fortalece a produção de carne sustentável no Cerrado, respondendo a demanda de players relevantes que buscam produtos com forte responsabilidade socioambiental, com atributos de qualidade e sustentabilidade. O objetivo é transformar a região, uma das principais produtoras de gado do país, em uma referência global de boas práticas de produção e sustentabilidade. Juntos, esses pecuaristas ajudam a preservar uma área de mais de 50 mil hectares de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APPs).

No segundo semestre de 2020, iniciou-se o primeiro ano de três do projeto em parceria com a Friboi, com um total de 13 fazendas participantes de iniciativas da Liga na região. Os produtores foram selecionados por seus esforços na adoção de práticas de intensificação sustentável e no aumento da produtividade na pecuária de corte. A previsão é de que 10 novas fazendas participem do programa neste ano; e outras 10, em 2022.