JBS COUROS LANÇA COURO SUSTENTÁVEL A PARTIR DE NOVO CONCEITO DE PRODUÇÃO

 

A JBS Couros, maior processadora de couros do mundo, apresentou um novo produto na feira APLF, em Hong Kong: o couro sustentável Kind Leather, informou a empresa na segunda-feira (18). A nova linha chega ao mercado após mais de dois anos de pesquisa e desenvolvimento, orientado pelas atuais demandas e futuros requisitos dos consumidores para o produto.

 

“O Kind Leather chega com a proposta de revolucionar a indústria ao mudar a maneira como o couro é produzido no mundo, além de buscar uma relação cada vez mais próxima com o consumidor”, disse em nota Roberto Motta, presidente da JBS Couros.

 

Com um formato mais eficiente e processo produtivo inovador, o novo couro oferecerá para a indústria e a sociedade uma série de benefícios ambientais, sociais e econômicos relevantes por meio do uso inteligente da matéria-prima e de recursos.

 

“O couro é um produto de alta durabilidade e de origem orgânica. Mas o que faz do Kind Leather um produto realmente sustentável é a forma como ele é processado, utilizando somente as partes da pele que são mais apropriadas para o couro. Conseguimos, assim, produzir um produto de ainda mais qualidade ao mesmo tempo que evitamos desperdícios e utilizamos menos produtos para o tratamento da pele”, explicou na mesma nota Fernando Bellese, gerente de Marketing e Sustentabilidade da JBS Couros.

 

Outro fator sustentável associado ao Kind Leather é um programa de rastreabilidade completo, que reúne dados referentes a todas as etapas do processo produtivo do couro, desde a origem na fazenda até o produto final.

 

“A JBS Couros é a única empresa do setor a ter essa visibilidade da cadeia produtiva, em larga escala”, disse a empresa. “Por juntar um programa sólido de rastreabilidade do couro a um moderno sistema de monitoramento que acompanha e verifica se as atividades de seus mais de 80 mil fornecedores de gado no Brasil obedecem aos critérios socioambientais determinados pela Política de Compra Responsável de Matéria-Prima da companhia”, complementou.

 

O sistema abrange desde a atuação em áreas livres de desmatamento de florestas nativas, em terras indígenas, de conservação ambiental ou que estejam embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), até o uso de mão de obra regular, não caracterizada como infantil ou análoga ao escravo.

 

A mudança no processo produtivo também garante maior produtividade nas plantas de acabamento e nas máquinas de corte, peles com melhor aproveitamento e melhores condições ergonômicas de trabalho, informou a companhia.

 

Testes de produtividade realizados pela JBS Couros em parceria com empresas envolvidas no corte de couro, por exemplo, com foco no mercado automotivo, demostraram um rendimento da pele superior em até 10 pontos percentuais em relação ao formato tradicional do setor.

 

Outro benefício do couro sustentável é o uso de importantes partes da pele in natura, que antes eram descartadas ou destinadas para a fabricação de itens de menor valor agregado, após o seu processamento, e que passam a ter outro destino: podem ser usadas na fabricação de itens alimentícios, como colágeno bovino, assim como produtos de saúde e beleza.

A logo da linha Kind Leather une representações da natureza com as novas características de corte do couro. “Nosso objetivo é demonstrar que o produto tem a sustentabilidade em seu DNA. A marca é uma nova maneira de representar essa matéria-prima nobre e milenar”, explicou Bellese.

 

O executivo conta ainda que o próximo passo da marca é buscar parceiros estratégicos que compartilhem dos mesmos princípios e objetivos que a JBS Couros para levar o Kind Leather até o consumidor final.

 

Kind Leather em números (Fonte: JBS Couros)

 

– Redução de 65% na emissão de CO2, no transporte de couros wet-blue, por meio da diminuição no número de carretas necessárias para o transporte do produto;

 

– Redução de 54,2% no consumo de água e 20% no consumo de energia na etapa de curtimento;

 

– Redução de 28% no uso de produtos para acabamento;

 

– Redução de até 45% na geração de resíduos de refila em linhas de corte de couros.

 

Fonte: Portal CarneTec Brasil