Saúde Pública

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Os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) foram uma das principais demandas recebidas pelo programa. Foram compradas até o momento 15,845 milhões unidades de EPIs para 150 cidades, um investimento de R$ 52,1 milhões. Os produtos incluem: avental (impermeável e de TNT), luva cirúrgica, luva de procedimento vinílica, macacão impermeável, máscara cirúrgica, máscara N95 ou PFF2, propé descartável, protetor / viseira facial e touca / gorro.

 
 

Até o momento, o programa já conseguiu reservar 265 respiradores. Em aproximadamente 30 dias, esses aparelhos começarão a ser enviados, assim como os leitos de UTI, leitos clínicos e outros aparelhos hospitalares.

Por meio do EAD (ensino a distância), com apoio das ferramentas do hospital Albert Einstein, da Faculdade de Medicina da USP e do Instituto Moinhos de Vento, uma equipe fornecerá treinamento gratuito sobre a operação de leitos hospitalares para os profissionais de saúde que desejarem. A expectativa é que mais de 30 mil pessoas sejam treinadas.

O programa contempla, ainda, a construção de dois hospitais modulares: em Ceilândia, no Distrito Federal, e em Porto Velho, Rondônia. Os projetos ficarão a cargo da Brasil ao Cubo, responsável pelos hospitais modulares do M’Boi Mirim, em São Paulo (SP), e de Porto Alegre (RS). O prazo médio de entrega das instalações é de 30 a 45 dias. As estruturas são liberadas aos governos estaduais prontas para uso, já com todos os equipamentos instalados. A inspiração para esse modelo de estrutura vem da cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia, que finalizou um hospital com 1,5 mil leitos em somente 10 dias.

Ao contrário dos hospitais de campanha, os hospitais modulares serão ativos permanentes, que estarão a serviço da população também após o fim do surto de Covid-19.

Uma das premissas para liberação do projeto é justamente a demonstração de capacidade de gestão pelo estado, para que o atendimento seja mantido. A ofpção de construir os hospitais modulares como anexos de instituições já existentes permite aproveitar toda a estrutura, ampliando a capacidade de assistência e atendimento.

No geral, a falta de equipamentos para o tratamento dos casos mais graves de Covid-19 é um dos principais problemas nos estados e municípios ouvidos pela JBS. Para atender a essa demanda, a Companhia investiu R$ 72,9 milhões, até o momento, na compra de aparelhos hospitalares.

Entre os itens mais requisitados estão monitores multiparâmetro, um dos principais equipamentos hospitalares de suporte à vida. Mais popularmente conhecidos como monitores de sinais vitais, esses aparelhos apresentam para as equipes médicas, em tempo real, as condições de saúde do paciente. Isso permite aos médicos tomar decisões rápidas e assertivas de tratamento.

Além da frequência cardíaca, os monitores multiparâmetro medem a frequência respiratória e a oximetria – quantidade de oxigênio no sangue – dos pacientes. Até o momento, a JBS destinou R$ 26,6 milhões para a compra de 885 desses aparelhos que serão entregues a 14 estados de todas as regiões do país.

Outro item de grande demanda são as bombas de infusão, utilizadas para aplicação de medicação intravenosa, como sedativos. Foram adquiridas 460 bombas, cuja utilização em UTIs é importante porque permite ministrar de maneira exata a dosagem prescrita. O investimento nesses aparelhos soma R$ 6,9 milhões.

Completam a lista de demandas os aspiradores de secreção, camas clínicas, camas de UTI, desfibriladores, macas de transporte, oxímetros, termômetros digitais, estetoscópios, tomógrafos, aparelhos de raio-X, ultrassons portáteis e eletrocardiógrafos com carrinho. Também serão providenciadas pela empresa 47 ambulâncias.

Para além dos aparelhos, a JBS vai entregar leitos de UTI e leitos clínicos de enfermaria completos. Os primeiros são compostos de bomba de infusão, monitor multiparâmetro, central de monitorização, cama com colchão, respirador e desfibrilador. Já os leitos clínicos contêm cama com colchão, maca de transporte com colchão, monitor multiparâmetro, eletrocardiógrafo, carro de parada com bandeja para desfibrilador e termômetro. Foram adquiridos até agora 509 leitos, somando-se os dois tipos, o que representa um total de R$ 53,6 milhões.

Um tipo de insumo em especial tem servido ao atendimento das emergências de saúde pública e social: os itens de higiene e limpeza. Doados tanto a famílias carentes como a hospitais, esses materiais ajudam a evitar a propagação do coronavírus. Mais de 400 mil frascos de álcool líquido, álcool em gel, água sanitária, sabonete líquido e desinfetantes hospitalares estão sendo adquiridos para doação pela JBS.

Também serão doadas 407 mil máscaras de tecido para 18 municípios, incentivando a população nas regras de combate à doença e contribuindo com as economias locais, já que a empresa optou, neste item, por fornecedores das regiões a serem ajudadas.

Em linha com as necessidades das localidades consultadas, o auxílio provido pela JBS não se restringe a itens materiais. A Companhia doou ao estado de São Paulo, por exemplo, o serviço de 60 fisioterapeutas pulmonares que atenderão pacientes no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Os fisioterapeutas são responsáveis pelo monitoramento e operação dos respiradores, aparelhos fundamentais em casos graves de infecção pelo novo coronavírus.

Os profissionais, cuja contratação foi custeada pela JBS, vão atuar no Instituto Central (ICHC), que recebe exclusivamente pacientes diagnosticados com Covid-19. Maior hospital público da América Latina, o Hospital das Clínicas da USP montou uma unidade exclusiva para o tratamento de pessoas infectadas com 900 leitos, 300 deles destinado a unidades de terapia intensiva. Em maio, a instituição atingiu a marca de 1.000 altas.

Outro exemplo: a JBS providenciou o fretamento de um avião para trazer ao Brasil equipamentos e medicamentos da China para outra capital do Sudeste.

Em Salvador (BA), a Companhia doará o custeio de parte da construção da segunda tenda do hospital de campanha da cidade. A estrutura terá 100 leitos para atender pacientes diagnosticados com Covid-19.

A JBS empenhou também R$ 1 milhão na reforma de uma nova ala de UTI na Associação Hospitalar Santa Casa de Lins, interior de São Paulo. O hospital vai receber 30 novos leitos, mobiliário e enxoval com novas roupas de cama, toalhas entre outros itens.

Destaca-se, ainda, iniciativa da JBS em Mato Grosso do Sul. Em Dourados a empresa vai investir R$ 140 mil na reforma do Centro de Recuperação de Crianças Desnutridas, conhecido como Centrinho, destinado ao tratamento de crianças indígenas. Mantido pela Missão Evangélica Caiuá, o hospital conta atualmente com 74 leitos credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para atendimento nas áreas de clínica médica, obstetrícia e pediatria. Outros R$ 60 mil serão doados para aquisição de equipamentos hospitalares para a instituição.